09 de Agosto de 2019Cinara Lima5 Visto

Oferta de crédito dos bancos públicos impulsiona a economia nos municípios

 

Ao apresentar um recorte da atuação dos bancos públicos em três municípios da região do Vale do Aço, em Minas Gerais, o diretor de Administração e Finanças da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Cardoso, comprovou, mais uma vez, a relevância dessas estatais no desenvolvimento socioeconômico das regiões brasileiras. A constatação foi feita na noite desta terça-feira (08), durante a audiência pública, na Câmara Municipal de Ipatinga (MG), proposta para debater a situação das empresas públicas brasileiras.

Apesar de 62% das agências bancárias serem de bancos privados, 79,2% da oferta de financiamento imobiliário para os municípios mineiros de Timóteo, Ipatinga e Coronel Fabriciano é feita por bancos públicos. De acordo com informações disponibilizadas pelo Banco Central, o saldo das operações de crédito no mês de maio de 2019 foi de 2,1 bilhões dos bancos públicos e R$545,3 milhões dos bancos privados.

“Queremos mostrar, por meio de números, como a Caixa e os bancos públicos são fundamentais para a vida de cada brasileira e cada brasileiro em seus municípios”, explicou o diretor.

 Nos últimos meses, representantes da Fenae, em parceria com câmaras municipais e entidades, têm percorrido diversos municípios brasileiros com o objetivo de mostrar a importância dos bancos públicos como agentes impulsionadores do desenvolvimento nos municípios e regiões brasileiras.

Outro exemplo da atuação da Caixa Econômica Federal nos três munícipios é na transferência de renda, uma vez que a instituição financeira opera também o programa Bolsa Família. Nos últimos 12 meses, 5.197 famílias em Coronel Fabriciano foram beneficiadas com um valor de 11,4 milhões do programa. Já em Ipatinga foram 12 mil famílias (R$ 27,8 milhões) e 2.513 famílias em Timóteo com R$ 5 milhões.

“Essa quantidade de recursos repassado a população de baixa renda também faz a economia local funcionar. É um montante importante injetado em um ano, porque também sabemos das dificuldades de investimento em todos os setores apesar da indústria siderúrgica forte aqui no Vale do Aço”, avaliou.

Em sua palestra, Cardoso destacou ainda o papel anticíclico dos bancos públicos em períodos de crise econômica, na geração de empregos diretos e indiretos e na regulação do mercado financeiro.

“Esse papel anticíclico é fundamental para a redução da taxa de juros, a retomada do crescimento, a retomada do crédito, da oferta de crédito nos municípios e regulação no mercado financeiro. Além da quantidade de emprego gerada na área de infraestrutura e saneamento básico que é muito grande. É geração imediata de empregos com o aquecimento da construção civil”, disse.

Dos R$ 694,5 bilhões da carteira de crédito da Caixa, 64% vão para a habitação. Em dezembro de 2018 a carteira de crédito habitacional da Caixa alcançou R$444,7 bilhões dos quais 265,2 com recursos do FGTS e R$174 bilhões com recursos Caixa/SBPE. Além disso, a Caixa mantém sua liderança histórica com 68,8% de participação nesse segmento.

A audiência pública foi requerida pela vereadora Lene Teixeira (PT). Para ela, a audiência foi um espaço para ampliar a discussão sobre a importância social das empresas públicas e debater ações para impedir sua desvalorização e processos de privatização em curso.

“Sob o pretexto da transparência na condução das estatais, existem, hoje, vários projetos que representam grave ameaça aos nossos patrimônios como a Caixa Econômica, os Correios, o BNDES, a Petrobrás, empresas do setor elétrico, entre outras”, frisou a vereadora.

Além do diretor de administração e finanças da Fenae, participaram da audiência representantes do Sindicato dos Bancários de Ipatinga, da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Minas Gerais (Fetrafi-MG), da CUT Vale do Aço, da CUT Minas, do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Estado de Minas Gerais, da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil e da  Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf).