12 de Agosto de 2019Cinara Lima5 Visto

Estudantes e trabalhadores voltam às ruas contra reformas e cortes da educação

Estudantes, professores, bancários, centrais sindicais e movimentos sociais vão se mobilizar, nesta terça-feira (13), em diversas capitais e municípios brasileiros, pelo Dia Nacional de Luta em Defesa da Educação e contra a Reforma da Previdência. O objetivo da mobilização, segundo os coordenadores, é denunciar a desconstrução da educação pública e conter o avanço da reforma da Previdência. Algumas categorias estão anunciando paralisação das atividades nesta terça-feira.

Em Brasília, a atividade será realizada no Museu da República, a partir das 9h. No Recife, o ato tem concentração marcada às 15h, na rua da Aurora, em frente ao Colégio Ginásio Pernambucano, no centro da cidade. Já na capital paulista, o Dia Nacional de Mobilizações, Paralisações e Greves contra a reforma da Previdência está marcado para às 14h, em frente ao MASP. O ato em Fortaleza está prevista para às 8h, com concentração na Praça da Gentilândia. Em Belo Horizonte, o ato terá concentração a partir de 16h, na Praça da Assembleia Legislativa.

Segundo a União Nacional dos Estudantes (UNE), estão previstas manifestações em mais de 40 cidades brasileiras.  O protesto está sendo chamado pelos estudantes de “Tsunami da Educação”. A UNE convoca todos os jovens a mostrarem sua indignação contra os cortes na educação, saírem em defesa da autonomia universitária e contra o projeto do governo federal denominado Future-se. Apresentado em julho, o programa prevê que as organizações sociais (OSs) poderão atuar na administração direta das universidades, inclusive na gestão de recursos e de pessoal.

Reforma da Previdência

Apesar de ter sido aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 06/2019, que trata da Reforma da Previdência, ainda precisa passar por duas votações no Senado para entrar em vigor.  Dentre as regras mais duras da Reforma estão o fim da aposentadoria por tempo de contribuição, a obrigatoriedade da idade mínima para se aposentar de 65 anos para os homens e 62 anos para as mulheres e a regras de transição estabelecidas para quem já está no mercado de trabalho.

Entre os itens que ainda podem ser revertidos no Senado, estão a retirada do item da PEC º 06/2019 que prevê pensão inferior ao salário mínimo (hoje de R$ 998,00) nos casos em que viúvas e órfãos tiverem outra fonte formal de renda; e a alteração do texto que adequava a contribuição dos trabalhadores e trabalhadoras com contratos intermitentes aos ganhos mensais.

Para o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Jair Pedro Ferreira, a entidade apoia as lutas contra os ataques aos trabalhadores. “A nossa luta é pela dignidade dos trabalhadores e pelo direito à proteção dos mais vulneráveis. É preciso deixar claro para os senadores e deputados que os trabalhadores não estão de acordo com as mudanças que o governo quer fazer”, avalia Ferreira.

Com informações da CUT, da UNE e do portal Brasil de Fato